20 de ago de 2011

JESUS É O SENHOR DA VIDA E DA MORTE!

A uns trinta quilômetros de Cafarnaum, num planalto com vistas sobre a vasta e bela planície de Esdraelom, achava-se a vila de Naim, e para ali dirigiu Jesus em seguida os Seus passos. Muitos dos discípulos e outros se achavam com Ele, e pelo caminho vinha o povo, ansiando ouvir-Lhe palavras de amor e compaixão, trazendo-Lhe os doentes para que os curasse, e sempre com a e...sperança de que Aquele que empunhava tão assombroso poder Se manifestaria como Rei de Israel. Uma multidão apinhava-se-Lhe em torno, embaraçando-Lhe os passos, e alegre e esperançoso era o cortejo que O seguia pelo pedregoso trilho rumo à porta da cidade montanhesa. Ao aproximarem-se, vêem um cortejo fúnebre que saía da porta. Dirige-se lentamente ao local do enterro. Num esquife aberto, em frente, jaz o morto, e em volta os pranteadores, enchendo os ares de lamentosos gritos. Todo o povo da cidade parecia haver-se ajuntado para manifestar seu respeito pelo morto, e simpatia para com a enlutada família.Era um espetáculo de molde a despertar a compaixão. O falecido era filho único de sua mãe, e esta uma viúva. A solitária aflita acompanhava à sepultura seu único sustentáculo e conforto terrestre. "Vendo-a, o Senhor moveu-Se de íntima compaixão por ela." Caminhando a pobre mãe, olhos cegados pelo pranto, sem reparar em Sua presença, Ele Se lhe chegou bem perto, dizendo suavemente: "Não chores." Luc. 7:13. Cristo estava prestes a transformar-lhe a dor em gozo; não pôde, no entanto, eximir-se a essa expressão de terna simpatia."Chegando-Se, tocou o esquife"; nem mesmo o contato com um morto Lhe podia comunicar qualquer contaminação. Os condutores detiveram-se; cessaram as lamentações dos pranteadores. Os dois acompanhamentos reuniram-se em torno do ataúde, esperando contra todas as expectativas. Ali estava Alguém que banira a enfermidade e vencera demônios; estaria também a morte sujeita a Seu poder?Em voz clara, cheia de autoridade, são proferidas as palavras: "Jovem, eu te mando: Levanta-te." Luc. 7:14. Aquela voz penetra nos ouvidos do morto. O jovem abre os olhos. Jesus o toma pela mão, e o ergue. Seu olhar pousa naquela que lhe chorava ao lado, e mãe e filho unem-se num longo, estreito, jubiloso abraço. A multidão, silenciosa, contempla a cena, como fascinada. "E de todos se apoderou o temor." Mudos e reverentes permaneceram por algum tempo, como em presença do próprio Deus. Depois "glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o Seu povo". A procissão fúnebre volveu a Naim como um cortejo triunfal. "E correu dEle esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha." Luc. 7:16 e 17. Aquele que Se achava ao lado da desolada mãe à porta de Naim, vela ao pé de todo enlutado, à beira de um esquife. É tocado de simpatia por nossa dor. Seu coração, que amava e se compadecia, é de imutável ternura. Sua palavra, que chamava os mortos à vida, não é de maneira nenhuma hoje menos eficaz do que ao dirigir-se ao jovem de Naim. Diz Ele: "É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra." Mat. 28:18. Esse poder não diminui pelo espaço dos anos, nem se esgota pela incessante atividade de Sua excessiva graça. A todos quantos crêem, continua a ser um Salvador vivo. O pesar pelos mortos, porém, Ele conforta com a mensagem de infinita esperança: "Eu sou... o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. ... E tenho as chaves da morte e do inferno."Apoc. 1:18. "Visto como os filhos participam da carne e do sangue, também Ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão." Heb. 2:14 e 15. Satanás não pode reter os mortos em seu poder quando o Filho de Deus lhes ordena que vivam. Não pode manter em morte espiritual uma alma que, com fé, recebe a poderosa palavra de Cristo. Deus está dizendo a todos quantos se acham mortos em pecado: "Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos." Efés. 5:14. Essa palavra é vida eterna. Como a palavra de Deus, que ordenou ao primeiro homem viver, dá-nos ainda vida; como a de Cristo: "Jovem, eu te mando: Levanta-te", deu a vida ao jovem de Naim, assim essa frase "Levanta-te dentre os mortos", é vida para a alma que a recebe. Deus "nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor". Col. 1:13. Tudo nos é oferecido em Sua palavra. Se recebemos a palavra, temos a libertação. E "se o Espírito dAquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, Aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo Seu Espírito que em vós habita". Rom. 8:11. "O mesmo Senhor descerá do Céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." I Tess. 4:16 e 17. Tais são as palavras de conforto com que Ele nos manda consolar-nos uns aos outros.

Nenhum comentário: