1 de out de 2011

TEMPERANÇA CRISTÃ

Em nossos dias fala-se da Idade Média e se orgulham do progresso. Com este progresso, porém, impiedade e crime não diminuem. Deploramos a ausência da simplicidade natural e o aumento da tentação artificial. Saúde, força, beleza e longevidade, que eram comuns na chamada "Idade Média" são agora raros. Quase tudo que é desejável sacrifica-se para satisfazer às demandas da vida que segue a moda. Grande parte do mundo cristão não tem condições de se chamar cristãos. Seus hábitos, suas extravagâncias e o cuidado do corpo em geral constituem uma violação das leis da saúde e se opõem ao ensino da Bíblia. Estão se preparando no decurso da vida para o sofrimento físico e a fraqueza mental e moral. Se homens e mulheres inteligentes tiverem suas faculdades morais entorpecidas pela intemperança de qualquer espécie, estarão, em muitos de seus hábitos, muito pouco acima dos pagãos. Satanás está constantemente atraindo pessoas da luz para o costume e a moda, sem consideração para com a saúde física, mental e moral. O grande inimigo sabe que se predominarem a paixão e o apetite, a saúde do corpo e a força do intelecto serão sacrificadas no altar da satisfação própria, e o homem acelerará sua ruína. Através de seus enganos, o inimigo das almas, em muitos casos, tem tornado a vida doméstica cheia de complicações, com o intuito de satisfazer às demandas da moda. Fazendo isto, seu propósito é conservar a mente tão ocupada com as coisas da vida que não possa dar um pouco de atenção ao que é de maior interesse. A intemperança no comer e no vestir tem absorvido tanto a mente do mundo cristão que não tem tempo para se tornar inteligente no tocante às leis da vida, obedecendo-lhes. Professar o nome de Cristo pouco significa se a vida não corresponde à vontade de Deus, revelada em Sua Palavra. No deserto da tentação Cristo venceu o apetite. O Seu exemplo de abnegação e de domínio próprio quando sofreu a atormentadora ânsia da fome, é uma censura ao mundo cristão por sua dissipação e glutonaria. Gasta-se atualmente nove vezes mais dinheiro na satisfação do apetite, na condescendência com a insensata e danosa luxúria, do que é dado para a divulgação do Evangelho de Cristo. Se víssemos a norma da virtude e a exaltada piedade, como cristãos, teríamos um trabalho a desenvolver, por nós individualmente, para controlar o apetite, para resistir e vencer a tentação.

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