7 de dez de 2010

SANTIDADE E HUMILDADE DE CARÁTER

“Santidade e humildade são inseparáveis. Quanto mais a pessoa se aproxima de Deus, tanto mais completamente ela se humilha e se submete a Ele. Quando Jó ouviu a voz do Senhor, do meio de um redemoinho, exclamou: ‘...me abomino e me arrependo no pó e na cinza’ (Jó 42:6). Foi quando viu a glória do Senhor e ouviu os querubins clamarem: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos”, que Isaias exclamou: ‘Ai de mim, que vou perecendo! (Is 6:3,5). Daniel, quando visitado pelo santo mensageiro, disse: ‘e transmudou-se em mim a minha formosura em desmaio’ (Dn 10:8). Paulo, depois de arrebatado ao terceiro Céu e ouvir palavras que não era lícito ao homem pronunciar, fala de si mesmo como ‘o mínimo de todos os santos’ (Ef 3:8). João, o discípulo amado, que se aconchegou ao peito de Jesus e Lhe contemplou a glória, caiu como morto diante do anjo. Quanto mais de perto e mais constantemente contemplarmos nosso Salvador, tanto menos veremos em nós mesmos digno de aprovação” (Review and Herald, 20 de dezembro de 1881). “Ao olharem para Cristo, os serafins e querubins cobrem a face com as asas. Não ostentam sua própria perfeição na presença e glória de seu Senhor. Quão impróprio é, pois, que os homens se exaltem! Revistam-se, antes, de humildade, cesse toda luta pela supremacia, e aprendam o que significa ser manso e humilde de coração. Aquele que contempla a glória e o infinito amor de Deus, terá de si mesmo opinião humilde; mas contemplando o caráter divino, será transformado na imagem divina” (Review and, Herald, 25 de fevereiro de 1896). “Os serafins habitam na presença de Jesus, todavia com suas asas velam seu rosto e os pés. Eles olham com reverência o Rei em Sua beleza e se cobrem. Quando Isaias viu a glória de Deus, sua alma foi prostrada ao pó. Por causa da clara visão que graciosamente lhe foi permitido contemplar, ele se encheu de auto-humilhação. Esse será o efeito sobre a mente humana, quando sobre ela brilharem os raios do sol da justiça. A luz da glória de Deus revelará todo o mal escondido, e levará a pessoa à humilde confissão. À medida que a crescente glória de Cristo é revelada, o agente humano não encontrará glória em si mesmo; pois a escondida deformidade de sua alma é posta a descoberto. Então, a estima própria e a autoglorificação se tornam extintas. E o eu morre e Cristo vive” (The Bible Echo, 3 de dezembro de 1894).

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